ACORDO MERCOSUL EGITO: O FIM DAS TARIFAS E OS IMPACTOS PARA IMPORTADORES E EXPORTADORES

25/02/2026

O acordo Mercosul Egito chega, em setembro, a um marco relevante do seu cronograma: a eliminação das últimas tarifas de importação previstas na fase atual. Depois de anos de implementação gradual, o acordo Mercosul Egito consolida a desgravação da chamada “cesta D”, o que tende a reduzir custos, destravar negociações e ampliar previsibilidade para quem opera comércio exterior com planejamento.

No entanto, “tarifa zero” não significa operação simples. Portanto, para capturar o benefício real do acordo Mercosul Egito, as empresas precisam validar classificação fiscal (NCM), regras de origem, documentação e desenho logístico-comercial. Além disso, em muitos casos, o ganho aparece mais no custo total e no prazo do que no preço unitário isolado.

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O QUE MUDA COM O FIM DAS TARIFAS NO ACORDO MERCOSUL EGITO

Com a atualização do cronograma, itens que vinham sofrendo reduções progressivas passam a circular sem o mesmo encargo de importação que existia nessa etapa. Assim, a negociação tende a ficar mais competitiva, principalmente quando a operação já está madura em requisitos de origem e compliance. 

 Ainda assim, o benefício depende de três pontos que costumam gerar erro: 

  1.  enquadramento correto do produto (NCM e descrição técnica); 
  2. comprovação de origem conforme as regras do acordo; 
  3. aderência do processo documental e do fluxo logístico à realidade do embarque e do desembaraço. 

Nesse contexto, vale revisar também os fundamentos que evitam retrabalho, como classificação fiscal e documentação de importação/exportação. 

QUAIS PRODUTOS GANHAM DESTAQUE NESTA FASE DO ACORDO MERCOSUL EGITO

Essa etapa inclui itens relevantes para a indústria e para o agro, o que amplia o impacto do acordo Mercosul Egito na prática.

Plásticos e polímeros São insumos essenciais para a indústria de transformação. Portanto, a redução de custo pode influenciar competitividade, precificação e estratégia de abastecimento.

Coco e derivados Há abertura adicional para itens do agronegócio e de alimentos. Além disso, quando o exportador domina padrão e documentação, a previsibilidade melhora.

Castanhas e nozes Oportunidades no setor alimentício tendem a crescer. No entanto, a empresa precisa alinhar especificação, acondicionamento e logística, porque isso protege margem e reduz risco.

COMO A DESGRAVAÇÃO FOI ESTRUTURADA (E O QUE MUDA EM SETEMBRO)

O processo de desgravação foi planejado em etapas para permitir adaptação das economias locais. Por esse motivo, parte das categorias teve isenções mais cedo, enquanto outras avançaram de forma escalonada. Na fase atual, as alíquotas foram reduzidas gradualmente até chegar à eliminação prevista para setembro. Consequentemente, empresas podem reavaliar volume, preço e estratégia de entrada, mas precisam validar se a preferência será aplicada sem questionamentos.

EGITO COMO PONTE PARA A ÁFRICA (COM LIMITES OPERACIONAIS)

A ausência de tarifas não beneficia apenas vendas diretas. O Egito tem localização geopolítica estratégica e mercado consumidor relevante, funcionando como rota de acesso para outras regiões africanas. Ainda assim, transformar isso em resultado exige desenho de canal, cronograma logístico e governança documental. Portanto, a oportunidade é real, mas a execução precisa ser integrada entre áreas.

IMPACTOS ECONÔMICOS E BENEFÍCIOS PARA AGRO E INDÚSTRIA

Historicamente, o Mercosul exporta volumes relevantes de alimentos, o que costuma sustentar saldo comercial positivo. Por outro lado, as importações podem incluir insumos relevantes, inclusive para a cadeia do agro, como fertilizantes (conforme cenário de oferta). Assim, a redução tarifária pode contribuir para diminuir custo de aquisição e, consequentemente, o custo de produção. No entanto, o ganho real aparece quando a empresa calcula o custo total e evita retrabalho por inconsistência de NCM, origem e documentação.

O acordo Mercosul Egito, com a eliminação das tarifas nesta fase, amplia competitividade e previsibilidade. No entanto, o resultado depende de método: NCM correto, origem comprovada e documentação consistente. Portanto, empresas que tratam esse movimento como projeto integrado entre comercial, fiscal e operações tendem a capturar mais benefício e menos risco com o acordo Mercosul Egito.

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